• Postado em: 27 de janeiro de 2020

Prefeito Roberto Cláudio lança Programa Melhor em Casa


O prefeito Roberto Cláudio lançou, nesta segunda-feira (27/01), no Teatro São José, o Programa Melhor em Casa, Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) para atender pacientes que necessitam de assistência médica e de equipes multiprofissionais, porém não precisam ser hospitalizados.

“O Melhor em Casa vem trazer benefícios àqueles que precisam de mais cuidado, mas não têm a necessidade de estar internados em hospitais, o que os colocaria em risco de infecções e isolamento do ambiente familiar. Nesse Programa, o atendimento é feito de forma mais eficiente, confortável e segura dentro de casa. É uma política pública nova, com novos profissionais contratados e atendimento ampliado. Abrimos uma nova modalidade de serviço que não tínhamos com essa escala, programação e coordenação”, afirmou Roberto Cláudio.

A Prefeitura de Fortaleza espera, com o novo serviço, dar mais qualidade de vida àqueles que se encontram fora de seus vínculos familiares por uma internação desnecessária, otimizar custos e abrir mais vagas de leitos em hospitais municipais.

O Programa é classificado em duas modalidades: AD1, de responsabilidade da Atenção Básica, voltado para pacientes com problema de saúde controlado/compensado, necessidade de procedimentos de menor complexidade e atendimento médico com frequência maior que semanal; AD2, para pacientes com necessidades de procedimentos mais complexos, com uso de recursos/insumos contínuos ou temporários até a estabilização do quadro, e que precisam de acompanhamento, no mínimo, semanal.

Para a prestação dos serviços, serão disponibilizadas 16 equipes de EMAD (Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar), formadas cada uma por 1 médico, 1 enfermeiro, 4 técnicos de enfermagem e 1 fisioterapeuta; e 8 de EMAP (Equipe Multiprofissional de Apoio), com dois tipos de composição, as que possuem 1 assistente social, 1 terapeuta ocupacional, 1 nutricionista e 1 farmacêutico e as que, além desses profissionais, incluem um dentista e um fonoaudiólogo. No próximo mês, as equipes serão ampliadas em mais 10.

“O foco do trabalho é que ele seja humanizado, integrado com a rede tanto de urgência e emergência, como com a da Estratégia Saúde da Família. Estamos muito felizes porque vamos conseguir dar uma atenção de qualidade focando em algumas linhas de pesquisa que para nós são prioritárias, a exemplo da linha do hipertenso e do diabético de alto e altíssimo risco”, declarou a secretária municipal da Saúde, Joana Maciel.

Para o atendimento domiciliar, foram estabelecidos alguns critérios de elegibilidade nos campos administrativos, clínicos e socioassistenciais. Entre os critérios administrativos, o usuário deve residir no município de Fortaleza, ter um domicílio que ofereça a possibilidade de acesso a carro e ter um responsável que assine o Termo de Compromisso do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD).

Os critérios clínicos são: prematuridade e baixo peso em bebês com necessidade de ganho ponderal; necessidade de uso de equipamentos ou agregação de procedimentos de maior complexidade como ventilação mecânica, paracentese de repetição, nutrição parenteral e transfusão sanguínea; e necessidade de tempo maior de acompanhamento domiciliar.

Também são utilizados como critérios clínicos de elegibilidade afecções agudas ou crônicas agudizadas com necessidade de cuidados intensificados e sequenciais, como tratamentos parenterais ou reabilitação; afecções crônico-degenerativas, considerando o grau de comprometimento causado pela doença, que demande atendimento no mínimo semanal; necessidade de cuidados paliativos com acompanhamento clínico, no mínimo, semanal, e voltado para o controle da dor e do sofrimento do paciente.

Nos critérios socioassistenciais é necessário ter um responsável que assuma a função de cuidador, familiar ou não; um domicílio precisa com recursos mínimos de infraestrutura, saneamento básico e ventilação; o encaminhamento para o SAD feito por médico da unidade de origem e baseado em critérios clínicos, garantindo a estabilidade necessária para a transição para a modalidade de assistência de atenção domiciliar (desospitalização ou atendimento domiciliar), com registro em formulário próprio e resumo clínico.

Adriana Ximenes, coordenadora do Programa, explicou um pouco mais como será desenvolvido o serviço. “No nosso atendimento, vamos ao domicílio, conhecemos o âmbito familiar para torná-lo mais humanizado e de qualidade, fazendo o atendimento de acordo com a necessidade do paciente. O médico o faz, junto ao enfermeiro, o técnico de enfermagem e demais profissionais que tiverem necessidade, conhecendo toda a característica familiar e as dificuldades para que o paciente tenha uma reabilitação melhor”, completou.

Dentre os procedimentos realizados pelo SAD, destacam-se: o acompanhamento e a avaliação domiciliar do paciente submetido à ventilação mecânica não invasiva; instalação/manutenção de ventilação domiciliar não invasiva; oxigenoterapia; assistência domiciliar terapêutica multiprofissional em HIV/AIDS; assistência domiciliar por profissional de nível médio; curativo grau I ou II, com ou sem debridamento; manutenção e acompanhamento de paciente submetido à diálise peritoneal; sondagem gástrica; passagem de sonda nasoentérica; nutrição enteral em adulto e pediatria; nutrição enteral em pediatria; terapia de rehidratação, entre outros.